Passifloraceae
segunda-feira, 27 de junho de 2016
A fresh start, digging a hole to a new life
You guys might wonder to expect a personal description of my inner life, but I decided to talk about a gorgeous and very far away place called South Africa.
Actually, to talk about a woman's decision.
There had been more than a few raised eyebrows when she'd announced her decision to go. The congratulations had lacked spontaneity, the smiles were forced. And if her friend's reactions had caused her on occasion to question the wisdom of what she was doing, she had been determined not to show it.
Anyway, it was too late now - the house had been sold, the money divided up with her ex-husband, the leaving party held and the promises made to keep in touch.
South Africa was such a long way, they'd all concurred. She had no roots there, no friends, no contacts. Would she be safe on her own? But Angie needed to break with the past, with the painful memories of a failed marriage, and start a new life abroad. Europe was ruled out - she spoke no languages - and America was too expensive. The Cape coast had it all: the weather, the lifestyle, the food. And there were plenty of Brits to make her feel at home.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Céu estrelado no litoral, Cat Stevens e chá de tereré
Antes, perdão pela falta de coesão do texto.
Conversa que tive às 10h da manhã, antes que a Luciana saísse para tomar um chá de tereré.
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(Ai, que saudades desse chá de tereré! [terere, tererê...]. Por um momento, me imaginei voltando do Paraná com uma cuia, ervas de chá mate e continuando esse costume sulista aqui mesmo em São Paulo)
"Olha...
Eu não sei se você vai ver o dia lindo... Certamente, a noite verá dessa forma. Antes, só pra contextualizar: esses dias, estava na casa dos meus pais. Eu fui sentar na varanda e comecei a olhar as estrelas. Meu pai fez companhia. Chamei ele pra ver um fenômeno astronômico: Júpiter estava visível ao lado da Lua! E pensando nisso, fiquei com uma música do Cat Stevens na cabeça, cujo refrão é 'I've been followed by a moon shadow'
O videoclipe é bonito. É bem psicodélico.
Esse circulo branco em que o menino e o gato usam como base pra vôo é, na verdade, a sombra da Lua..."
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Nessa noite em particular, eu perguntei pro meu pai o que ele sentia/pensava quando contemplava o céu.
Ele me disse que tinha pensamentos elevados, e que o céu desperta muita saudade. Disse também que, quando criança, costumava xingar Deus, pra ver se ele dava algum feedback (um raio na cabeça).
"Olha, filha! Tá vendo aquela nuvem ali? Aquilo é a cabeça de um deus/titã. E aquela outra formação ali são os braços dele. Veja como ele parece ameaçador. Acho que ele vai matar a gente."
Ele me disse que tinha pensamentos elevados, e que o céu desperta muita saudade. Disse também que, quando criança, costumava xingar Deus, pra ver se ele dava algum feedback (um raio na cabeça).
"Olha, filha! Tá vendo aquela nuvem ali? Aquilo é a cabeça de um deus/titã. E aquela outra formação ali são os braços dele. Veja como ele parece ameaçador. Acho que ele vai matar a gente."
Eu me desdobro: durante o dia, vejo o céu de forma mais espiritualizada. Durante à noite, fico mais mundana e tendo a pensar muito nas pessoas. Daí eu me lembrei de um texto maravilhoso, que eu adoraria dizer que li diretamente na fonte, mas a verdade é que ele fez parte de um enunciado de uma questão de português (não lembro de qual vestibular).
"Olhar para o céu noturno é quase um privilégio em nossa atribulada e iluminada vida moderna. (...) Companhias de turismo deveriam criar "excursões noturnas", em que grupos de pessoas são transportados até pontos estratégicos para serem instruídos por um astrônomo sobre as maravilhas do céu noturno. Seria o nascimento do "turismo astronômico", que complementaria perfeitamente o novo turismo ecológico. E por que não? Turismo astronômico ou não, talvez a primeira impressão ao observarmos o céu noturno seja uma enorme sensação de paz, de permanência, de profunda ausência de movimento, fora um eventual avião ou mesmo um satélite distante (uma estrela que se move!). Vemos incontáveis estrelas, emitindo sua radiação eletromagnética, perfeitamente indiferentes às atribulações humanas." - Marcelo Gleiser.
Acho que esse texto traduz bem a experiência da noite.
Olha aí a música do Cat Stevens.
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